Capitalismo e desigualdades

| EIXO TEMÁTICO

Capitalismo e desigualdades

Capitalismo, desigualdades, relações sociais, mundos do trabalho e sistemas democráticos de Justiça

O termo democracia é multifacetado e envolve equilíbrio entre importantes valores para a humanidade, em permanente tensão, entre eles a igualdade e a liberdade positivas e o respeito às diferenças. Em geral, tem-se como foco para debate sobre as democracias o modelo de representação e/ou participação política da população de um país, nas mais variadas esferas de decisão, dentro e fora da estrutura do Estado para, por conseguinte, avaliar a criação de oportunidades de acesso a direitos e fixação de deveres para todos os indivíduos e/ou para alguns grupos. Nesse debate, a questão das desigualdades e da busca de sua superação é elemento essencial à democracia, interseccionando-se com os temas do capitalismo e de sua força disruptiva, a dissolver todas as relações sociais onde não há diques para contê-la; dos modelos econômicos adotados em determinados momentos históricos; da relação fundante entre Direito,  Cultura e Justiça; dos sistemas públicos de regulação e de proteção social; das metamorfoses do mundo do trabalho; dos direitos à saúde, à moradia, à segurança, à vida digna nas cidades e no campo; do trabalho e do meio ambiente.

Questões que se imbricam e que têm dimensão material traduzida na repartição e investimento da riqueza produzida numa sociedade, assim como dos recursos naturais que sustentam o modelo de desenvolvimento equilibrado do ponto de vista social e ambiental e na regulação pública de proteção em suas múltiplas expressões. 


A intersecção entre capitalismo, gênero e raça, donde decorrem os  modelos econômicos implementados e o choque na cultura e suas expressões é também  impactante para a própria Democracia, sequestrada em cenário de afirmação e aprofundamento das desigualdades sociais em suas várias dimensões, reproduzidas nos sistemas de Justiça. Neste eixo, pretende-se discutir, entre outros, temas como: as desigualdades sociais aprofundadas pela ação disruptiva do capitalismo, limites e/ou formas de superação; as desigualdades sociais e seus impactos na democracia; cultura e formas de alocação da força de trabalho nas atividades culturais; o papel de uma regulação pública que a todos busque incorporar; as reformas liberalizantes e seus impactos; os modelos, papel e  atuação dos Sistemas de Justiça e seus limites; o papel do Judiciário diante das reformas liberalizantes, inclusive, da trabalhista e da previdenciária; e, ainda, reconfiguração dos mundos do trabalho e das formas de ação coletiva; vida nas cidades; segurança pública; propriedade e sua função social; ocupação e  uso do solo; ao manejo dos recursos naturais; e, aos sistemas públicos de saúde e atos que os corrompam.

| TERMOS RELACIONADOS

Notícias

Capitalismo e desigualdades

”Temos que lutar por aquilo que perdemos”

“Entendemos, no FSMJD, que é preciso lançar um olhar crítico sobre as consequências da guerra jurídica, do lawfare, que levou a essa crise democrática sem precedentes. A jurisdição tem sido manipulada para realização de projetos excludentes em vários países, e não apenas no Brasil, mas aqui se destacou a operação Lava Jato, que se apresentou como uma cruzada contra a corrupção, mas que em Curitiba foi muito além … podemos dizer, sem medo de errar que nossa democracia foi duramente abatida.”

SAIBA MAIS

Atividades

A Reforma trabalhista pelo STF

Com: José Dari Krein – Professor livre-docente e pesquisador do Centro de Estudos Sindicais e Economia do Trabalho do Instituto de Economia da UNICAMP (CESIT/IE/UNICAMP) e membro da REMIR-Trabalho Renata

SAIBA MAIS

Mosaico do Trabalho

A presidente da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), Noemia Porto, e o diretor de Cidadania e Direitos Humanos, Marcus Barberino, participam, nesta quinta (29/4), da I

SAIBA MAIS

Publicações

Documentos

Podcasts

Divulgações

Tradução